Silvia Cintra + Box4

Última semana para visitar mostra de Laercio Redondo No MAM-RJ24 Fev 2016

Boa notícia para quem gosta de arte contemporânea! O Museu de Arte Moderna do Rio estendeu a data de término da exposição “O que acaba todos os dias”, antologia da obra de Laercio Redondo. Agora o público tem até 28 de fevereiro para visitar a nova individual do artista, que reúne 11 trabalhos entre 2007 e os dias de hoje. 


Em "O que acaba todos os dias", Laercio reflete sobre a cidade e o país que o rodeia e repensa a relação da arquitetura com a identidade pessoal e nacional. Com curadoria de Justine Ludwig, a mostra é itinerante e será apresentada em 2016 no Dallas Contemporary.

Saiba mais sobre a exposição: http://bit.ly/1Qf9X7F.

Leia o release completo da individual do artista:

"Laercio Redondo – O que acaba todos os dias 

Antologia do artista no MAM Rio terá obras produzidas desde 1998 até os dias de hoje, incluindo um trabalho inédito sobre Lota Macedo Soares e sua relação com o Parque do Flamengo 

Curadoria: Justine Ludwig
Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil: Pátria Educadora
Mantenedores do MAM: Petrobras, Bradesco Seguros, Light e Organização Techint
Apoio: IAISPIS, The Swedish Arts Grants Committee’s, 
Internacional Programme for Visual  and Aplied Artists


O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Petrobras, Bradesco Seguros, Light e Organização Techint apresentam, de 12 de dezembro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016, a exposição “O que acaba todos os dias”, uma antologia da obra do artista Laercio Redondo, que se divide entre o Rio de Janeiro e Estocolmo, na Suécia. Com curadoria de Justine Ludwig, diretora de exposições e curadora-chefe no Dallas Contemporary, nos EUA, serão apresentados 11 trabalhos produzidos desde 2007 até os dias de hoje, incluindo uma obra inédita sobre Lotta de Macedo Soares e sua relação com o Parque do Flamengo, além de outros trabalhos que tratam da memória coletiva e seus apagamentos na sociedade. A mostra é itinerante e será apresentada em 2016 no Dallas Contemporary. 

Na exposição serão apresentados videoinstalações, fotografias, gravuras, esculturas, vídeos e impressões de silkscreen em plywood. O trabalho de Laercio Redondo é freqüentemente motivado pela interpretação de eventos específicos relacionados com a cidade, a arquitetura e representações históricas “O que acaba todos os dias é uma reflexão sobre a cidade e o país que o rodeia, com toda a sua complexa dinâmica social. Ele repensa o relacionamento da arquitetura com a identidade, tanto no nível pessoal quanto no nacional. Redondo, através de sua prática, ressuscita profissionais da área da cultura cujas obras permanecem relevantes até hoje”, explica Justine Ludwig.

A videoinstalação inédita “Desvios”, de 2015, é uma homenagem à Lota de Macedo Soares e ao Parque do Flamengo. Ambientada com samambaias e cortinas, obra é composta por um vídeo de uma hora de duração, onde é percorrida a distância entre o Parque do Flamengo – projetado por Lota de Macedo Soares, onde se localiza o MAM Rio – , e a Casa Samambaia, sua residência particular fora da cidade do Rio de Janeiro, na Serra de Petrópolis. “A trilha sonora do filme chama a atenção para a evidente ausência de Lota de Macedo Soares na memória coletiva brasileira”, ressalta a curadora.  

“Laercio Redondo escava memórias, muitas vezes usando a arquitetura e seus criadores como ponto de partida. Profundamente atento à pesquisa da dinâmica cultural, Redondo mescla narrativa poética a uma visão pessoal para criar instalações multifacetadas. Nesta exposição ele examina importantes figuras brasileiras, como Athos Bulcão, Lota de Macedo Soares e Lina Bo Bardi. Muitas vezes, dando voz aos que foram silenciados, Redondo aponta as implicações universais do esquecimento coletivo”, afirma a curadora.
 
Destacam-se também na exposição duas obras em homenagem a Lina Bo Bardi: o vídeo “A Casa de Vidro” e a série de fotografias “Blow Up/ A Casa de Vidro”. “O vídeo mostra o registro da casa em duas ocasiões, uma em 1999 e outra em 2008. Ele chama a atenção para a natureza habitada da casa, em contraste com a percepção de um remanescente arquitetônico. O foco de Blow Up / A Casa de Vidro está nos detalhes e objetos que foram ampliados a partir das imagens originais da casa até o ponto de perderem a nitidez. Elas servem de contraponto às fotos arquitetônicas tradicionais pelo fato que a própria casa é suprimida da imagem. As imagens evidenciam os objetos que permaneceram na casa durante o período da restauração, transformando-os em artefatos que perderam sua finalidade original”, conta a curadora. 
 
A exposição evoca, ainda, o artista brasileiro Athos Bulcão e o artista americano de origem cubana Félix González-Torres. Bulcão é apresentado no vídeo “Retoque”, onde um de seus murais de azulejos se traduz numa partitura musical. Em Para mirar al sur – After Untitled / Perfect Lovers, “Redondo interpreta os relógios de González-Torres como dois relógios de sol despertos pelo sol cubano. O trabalho chama a atenção para o papel do contexto, uma vez que só funciona realmente em Havana. Redondo cria conversas com esses dois artistas que atravessam o espaço e o tempo”, diz a curadora.

“Já de algum tempo Laercio vem redesenhando poeticamente a história de nossa modernidade. Debret, Lina Bo Bardi, Athos Bulcão e, agora, Lota Macedo Soares. Figuras ao mesmo tempo centrais e marginais, que viviam, por razões distintas, uma espécie de não pertencimento de dentro do próprio pertencimento, e daí evidenciavam uma sensibilidade ao mesmo tempo lírica e pública. São figuras que atuaram publicamente sem qualquer pretensão monumental ou espetacular. Este recato é explorado e desdobrado na poética de Laercio, com seus filmes, instalações e objetos que misturam cuidado documental e liberdade ficcional. Suas obras se apropriam dessas referências históricas e as deslocam para o presente, mostrando como o mundo que foi ali sonhado mantém-se como desafio. Até que a frustração do fracasso civilizatório as transforme em mera lembrança fugidia”, diz Luiz Camillo Osorio, curador do MAM Rio. 

SOBRE O ARTISTA
Laercio Redondo nasceu em Paranavaí, no Paraná, em 1967. Atualmente, vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Estocolmo, na Suécia. Concluiu sua pós-graduação em Artes Visuais na Konstfack, University of Art, Crafts and Design, em Estocolmo. Além do Brasil, fez exposições individuais na Espanha, na Alemanha e em Cuba.

Serviço: O que acaba todos os dias – Laercio Redondo no MAM Rio

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro 
Abertura: 12 de dezembro de 2015, às 15h
Exposição: até 28 de fevereiro de 2016

De terça a sexta, das 12h às 18h. 
Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h. 
Ingresso: R$14,00
Estudantes maiores de 12 anos: R$7,00
Maiores de 60 anos: R$7,00
Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita
Quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita 
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14,00

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140 
Telefone: 21. 3883.5600
www.mamrio.org.br"

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