Silvia Cintra + Box4

Últimos dias para visitar a mostra de Ana Maria Tavares na galeria 26 Abr 2016

Em sua segunda individual na galeria Silvia Cintra + Box4, "Forgotten Mantras", Ana Maria Tavares produziu uma série de obras com todas as palavras e termos utilizados em suas trabalhos desde 1997. Segundo a própria artista, “Os mantras são como sínteses da atualidade, funcionam como senhas para navegar no mundo contemporâneo”.

O Canal Arte produziu um vídeo sobre "Forgotten Mantras" na noite de abertura. A mostra começou no dia 29 de março (veja aqui fotos da abertura) e vai até este domingo, dia 30.

Confira os bastidores da montagem e as fotos oficiais da exposição, clicadas por Jaime Acioli.

Leia o release na íntegra:

                                                        ANA MARIA TAVARES – “Forgotten Mantras”

Ana Maria Tavares começou a inserir palavras em seu trabalho em 1997, mas foi com a série Cityscape, feita especialmente para a Bienal 50 anos em São Paulo, 2001, que os mantras ganharam força em sua obra. Na época, Ana usou 8 palavras e expressões impressas em placas de aço inox polido que juntas formavam um imenso painel que refletia o Parque do Ibirapuera.
Para a exposição “Forgotten Mantras”, sua segunda individual na galeria, Ana recorre ‘a todas as expressões e termos que foram usados desde 1997, numa alusão ao tempo que nos faz esquecer o passado, sendo preciso retornar aos mantras para que eles permaneçam em nós.
Segundo a artista “Os mantras são como sínteses da atualidade, funcionam como senhas para navegar no mundo contemporâneo” e é exatamente por essa razão que agora eles se tornaram ainda mais complexo, em várias línguas, marcando a homogeneização e a repetição de uma cultura para a outra, todas contaminadas pela cópia.
Além dos quatro trabalhos da série “Forgotten Mantras” faz parte ainda uma instalação com pequenos trabalhos que trazem mantras como desire, delight, stillnox, lexotan, sexo; que podem ser montados de diversas formas. Todas essas obras são feitas em aço inox polido.
Para quebrar a rigidez da malha quadriculada e da retícula modernista presente nas obras em inox, Ana incluiu na exposição a obra “IDeserve”, que é uma impressão em papel com mantras sobrepostos em diversas direções, numa alusão ao caos.
Abertura: 29 de março
Exposição até: 30 de abril
De segunda a sexta das 10:00 ‘as 19:00 hs
Sábados de 12:00 ‘as 18:00 hs

Ana Maria Tavares (Belo Horizonte, 1958)

Ana Maria Tavares mora em São Paulo. Estudou na FAAP, fez mestrado em escultura na School of the Art Institute of Chicago e curso de Desenvolvimento de Projeto no Oxbow Art Center (Michigan, EUA). Defendeu tese de doutorado em 2000 na Escola de Comunicações e Artes. 

Sua primeira individual foi na Pinacoteca do Estado em 1982. Participou da Bienal de São Paulo em 1983, 1987, 1991 e da edição especial de 1994, Bienal Brasil Século XX. Entre as mostras coletivas no exterior podemos destacar: “Modernité” no Museu de Arte Moderna de Paris em 1987, e “Ultramodern” no National Museum for Women in the Arts, Washington, EUA, em 1993. Entre 2002 e 2003, foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation, em Nova Iorque. Em 2006, realiza a instalação Enigmas de uma Noite com Midnight Daydreams, no Instituto Tomie Othake, e na Bienal de Cingapura. De entre as várias exposições individuais dos últimos anos, merecem destaque - “Ana Maria Tavares: Desviating Utopias”, no Centro de Artes Visuais de Nashville, Estado Unidos em 2013; “Atlântica Moderna: Puros e Negros” no Museu do Vale, Vila Velha em 2014; e “Cárceres duas vozes: Piranesi e Ana Maria Tavares”, no Museu Lasar Segall, São Paulo em 2015.
Em novembro de 2016 Ana Maria Tavares inaugura uma grande exposição retrospectiva na Pinacoteca de São Paulo.

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