Miguel Rio Branco
1946 —
Miguel Rio Branco
Las Palmas, Espanha, 1946.
Com uma prática artística múltipla, Miguel Rio Branco desenvolve seu trabalho sobretudo por meio da fotografia, do cinema e de instalações. Desde a década de 1980, é reconhecido internacionalmente pelos contrastes cromáticos que marcam sua produção e que colocam em evidência questões essenciais à condição humana — sensualidade, gozo, violência, decadência e morte. Ao diluir contornos, criar jogos de espelhamento e explorar texturas, sua poética se constrói como uma espécie de colagem e arquivo vivo das impressões captadas. Os polípticos, recorrentes em sua prática, funcionam como exercícios sobre as possibilidades de moldagem da imagem na busca por narrativas intermináveis.
Foi a partir de 1983, com sua participação na Bienal de São Paulo com a instalação “Diálogos com Amaú”, que seu caminho se voltou a um uso cada vez menos descritivo da fotografia, passando a dedicar-se exclusivamente a projetos pessoais em que a imagem fotográfica se funde com a experiência da pintura e do cinema. Desde 1980, integra como fotógrafo correspondente a agência Magnum.
Entre suas exposições individuais mais relevantes, destacam-se a mostra panorâmica “Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas”, realizada no Instituto Moreira Salles, São Paulo (2021), no IMS Rio de Janeiro (2022) e na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2023); “De Tokyo Blues hacia Gritos Sordos”, Centro Niemeyer, Arévalo, Espanha (2024); “Photographies 1968–1992”, Le Bal, Paris (2020); “Nada levarei quando morrer”, MASP, São Paulo (2017); e “Teoria da Cor”, Pinacoteca de São Paulo (2014). O Instituto Inhotim, em Brumadinho, mantém um pavilhão dedicado à sua obra desde 2010.
Entre as exposições coletivas, merecem destaque “Four Photographers, Four Places”, MoMA, Nova York (2019); 33ª Bienal de São Paulo (2018); “Troposphere”, Beijing Minsheng Art Museum, Pequim (2017); “Os Muitos e o Um”, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2016); e “América Latina 1963–2013”, Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, Paris (2013).
Seus trabalhos foram publicados em revistas nacionais e internacionais de referência, como Stern, Aperture, Photo Magazine, Europeo, Paseante e National Geographic.
Suas obras integram coleções de instituições de prestígio mundial, entre elas o MoMA e o Metropolitan Museum, em Nova York; o Centre Georges Pompidou, em Paris; o San Francisco Museum of Modern Art; o Stedelijk Museum, na Holanda; o Museum of Photographic Arts of San Diego; o MAM Rio de Janeiro; o MAM São Paulo; e o MASP.







